Preparando os portais da Primavera
Hoje eu pude perceber, ouvindo todos os depoimentos de pacientes assistidos em suas consultas médicas, uma mesma pergunta que permeava todos estes encontros: De onde vem esta espécie de peso energético, que oprime o coração de todos e parece transformar este momento atual numa coisa tão densa e tão estranha? Uma percepção coletiva de algo bizarro, que entra principalmente nos grandes centros como uma onda de energia, sufocando as populações.
Estamos certamente diante de um momento desafiador e misterioso, que guarda no âmago desta quântica caótica uma tremenda oportunidade de aprender a surfar ondas grandes, de conseguir navegar contra a correnteza, e manter a tenacidade diante dos imprevistos constantes, tal como nos ensina a figura do cachorro para este ano do horóscopo chinês.
O cachorro se coloca no lugar arquetípico daquele que traz o signo da lealdade, e neste caso, de uma fidelidade aos seus propósitos, representado por aquele osso que ele segura firmemente entre os dentes e não solta sobre nenhuma condição externa.
E ao que parece, nesse ano, essa tenacidade está sendo cobrada de cada indivíduo, diante destas ondas imensas de desafios, no sentido de mantermos a fidelidade aos nossos mais nobres propósitos, redirecionando rotas, equilibrando processos e principalmente dando muita atenção ao nosso barco representado por nossa saúde física e mental. Importante manter essa gestão interna, esse cuidado em não perder este empoderamento interno capaz de manter nossas metas mais luminosas, o cuidado com os que nos cercam, e construir todo o processo que permitirá essa resistência até que este coletivo possa sair deste labirinto energético.
Estamos em uma estranha travessia que esse caos e essa ilusão de maia não nos permite codificar exatamente, mas que o nosso coração identifica como uma realidade que permeia a todos. Portanto, para esta primavera que se avizinha, mais do que nunca deveríamos cuidar de nosso jardim interno, cuidar do que certamente voltará a florescer depois desse estranho período, guardando nossas mais belas sementes, representadas por nossos sonhos e construindo no silêncio deste fim de inverno, a clareza e a luz que certamente irá ressurgir, porque simplesmente os ciclos renovadores da vida se cumprem sempre, inexoravelmente.