Evidências de Campo · Caso Clínico
Psoríase nas mãos e nos pés: quando o alívio do sintoma não bastava
Uma trapezista de circo convivia há mais de um ano com lesões que sangravam, doíam e ameaçavam sua profissão. O reequilíbrio do campo abriu um caminho diferente daquele que ela já havia percorrido.
Aos seus quase 40 anos, a paciente chegou ao consultório com um diagnóstico de psoríase que a acompanhava havia mais de um ano, sem resposta satisfatória aos tratamentos convencionais que já havia experimentado. O caso, aqui relatado de forma anonimizada, ilustra como a Metodologia BioFAO atua para além do controle das manifestações visíveis.
Uma profissão em risco
A paciente trabalha como trapezista de circo. Sua rotina envolve o uso de tecidos e a execução de movimentos que geram alto atrito nas mãos e nos pés, sobretudo nas palmas e na planta dos pés, exatamente as regiões mais afetadas pelas lesões.
As lesões eram inflamatórias e apresentavam fissuras que sangravam, causando dor intensa. Para alguém cujo ofício depende integralmente da força e da sensibilidade das mãos e dos pés, o quadro não era apenas um incômodo físico: era uma ameaça direta à possibilidade de continuar exercendo a profissão que ama.
Antes do processo de tratamento
Registros das lesões no início do acompanhamento. Imagens utilizadas com autorização.
A leitura do desequilíbrio
Na avaliação, o dosha predominante identificado foi Pitta, o polo associado ao excesso de fogo. As características das lesões, inflamadas e sangrantes, somadas ao perfil físico e emocional da paciente, apontavam para esse padrão de desequilíbrio do campo.
Vale um esclarecimento importante: a leitura dos doshas na Metodologia BioFAO é uma construção clínica própria, que parte da tradição ayurvédica e a integra à compreensão do biocampo. Não se trata de tratar a psoríase como um rótulo, mas de identificar para onde o campo se desviou e trabalhar a origem desse desvio.
O caminho do tratamento
Foi iniciado o protocolo BioFAO, que trouxe uma resposta progressiva. Ao longo de um período de aproximadamente um ano e meio a dois anos, a paciente vivenciou uma evolução expressiva das lesões, em um processo de saúde que respeitou o tempo do organismo, a profundidade do desequilíbrio e o caminho de reencontro com sua saúde inata.
É importante destacar que a pele costuma ser um dos últimos órgãos a completar o processo de eliminação, o que explica por que casos dermatológicos podem exigir mais tempo e acompanhamento próximo. A recuperação não acontece de forma imediata, mas em ondas, até a estabilização.
Evolução após o tratamento
Evolução do quadro ao longo do acompanhamento. Imagens utilizadas com autorização.
Muito além da pele
A evolução das lesões permitiu que a paciente voltasse a trabalhar como trapezista sem novas fissuras. Mas os efeitos observados não se limitaram ao quadro dermatológico.
Ela relata uma redução significativa da ansiedade, passou a adormecer mais rapidamente e a ter noites de sono mais tranquilas. Essa melhora emocional se refletiu em um relacionamento mais harmonioso com a família e em maior satisfação pessoal, algo coerente com a proposta de uma medicina que compreende o ser humano em sua totalidade.
A contribuição da Metodologia BioFAO
O ponto central deste caso é que a abordagem não se limitou ao alívio dos sintomas. Ao atuar no desequilíbrio subjacente que permitia o surgimento das lesões, o processo caminhou para uma reorganização mais profunda, refletida tanto na pele quanto no bem-estar emocional.
A combinação da leitura do padrão Pitta com o protocolo BioFAO acompanhou a paciente em um processo de saúde que aliviou a dor física, devolveu a segurança para o exercício da profissão e melhorou sua qualidade de vida emocional. Um lembrete de que, quando o campo se reorganiza, o corpo tende a reencontrar o seu eixo.
Sobre a autora
Dra. Tereza Mitchell
CRM 52426409
Médica formada há mais de 30 anos, especialista em homeopatia pela Unirio e praticante da Metodologia BioFAO há 26 anos. Atua exclusivamente com a Metodologia BioFAO e Medicina Integrativa.
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