Quando o adoecimento do pet revela um campo em desequilíbrio

Pet adoecendo com frequência? Um olhar integrativo sobre a saúde animal

O crescimento expressivo dos animais de companhia nos lares brasileiros trouxe à tona uma realidade pouco discutida: o aumento significativo de doenças crônicas e oncológicas em pets. Cães e gatos passaram a compartilhar não apenas o espaço físico com seus tutores, mas também rotinas, ambientes artificiais, alimentação industrializada, exposição eletromagnética e, muitas vezes, campos emocionais densos. Hoje, a medicina veterinária enfrenta o desafio de compreender por que enfermidades antes raras tornaram-se tão frequentes.

Na entrevista concedida ao jornalista Fernando Beteti, a médica veterinária Dra. Angela Brunet apresenta uma leitura ampliada do adoecimento animal, sustentada por quase três décadas de prática clínica. Segundo ela, o câncer em pets não pode ser compreendido como um evento isolado, mas como o desfecho de um processo multifatorial que envolve alterações hormonais precoces, excesso de intervenções medicamentosas, contaminação ambiental, distúrbios gastrointestinais e, sobretudo, a perda do campo natural da espécie. Animais que vivem desconectados de sua própria natureza tendem a desenvolver padrões de ansiedade, medo e desorganização biológica semelhantes aos humanos.

A abordagem integrativa adotada por Dra. Angela parte do reconhecimento de que o animal está inserido em um campo relacional. Em muitos casos, sintomas físicos refletem desarmonias do ambiente familiar, padrões emocionais recorrentes ou conflitos não elaborados pelos tutores. A Medicina BioFAO surge como uma ferramenta de leitura e regulação desse campo, atuando de forma complementar aos recursos da medicina convencional. O objetivo não é combater apenas a lesão ou a massa tumoral, mas favorecer processos de reorganização global que impactam diretamente a qualidade de vida do animal.

Os relatos clínicos apresentados ao longo da entrevista demonstram ganhos relevantes em vitalidade, comportamento, interação social e sobrevida, inclusive em quadros considerados graves ou sem indicação terapêutica convencional. Mais do que números, os resultados apontam para uma mudança de paradigma: tratar o animal como um ser integral, respeitando sua biologia, sua história e o sistema ao qual pertence. Essa perspectiva amplia o papel da medicina veterinária, transformando o cuidado em um processo mais ético, consciente e alinhado às reais necessidades da vida.

Assista abaixo a entrevista completa:

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