Autismo além dos sintomas: o realinhamento do ser a partir de uma medicina integrativa

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um dos temas mais debatidos nas esferas médica, social e educacional. Com o aumento no número de diagnósticos, cresce também a necessidade de repensar o modo como lidamos com a neurodivergência. No entanto, apesar da visibilidade, repete-se uma abordagem centrada nas dificuldades, como se o autismo fosse apenas um conjunto de limitações. Em contraponto a essa lógica, emergem práticas integrativas que propõem um olhar mais sensível, voltado à totalidade do ser. É o caminho trilhado pela Dra. Miria de Amorim, médica e presidente do Instituto BioFAO, cuja atuação se baseia na escuta profunda e na compreensão da energia vital como elemento central no cuidado.
Diferente da medicina tradicional, que foca na modulação de sintomas, a Medicina BioFAO entende o TEA como uma forma singular de existir no mundo. A Dra. Tereza Mitchell já havia introduzido essa perspectiva em um artigo anterior ao discutir as barreiras sociais e familiares enfrentadas por pessoas autistas. Agora, avançamos nesse debate sob uma nova ótica: e se, além dos aspectos externos, o autismo refletisse desequilíbrios sutis no fluxo energético que interliga o ser humano integralmente?
Na prática clínica, a Dra. Miria observa padrões recorrentes no campo energético de seus pacientes. Crianças com dificuldades no sono, hipersensibilidades, recusa ao toque, crises intensas e alterações alimentares. Sintomas que, sob a ótica convencional, seriam tratados de forma compartimentalizada. Já na abordagem com a Medicina BioFAO, essas manifestações são expressões de um biocampo desorganizado — um sistema que tenta se reajustar frente aos estímulos do ambiente e aos conflitos internos.
O objetivo, portanto, não é suprimir comportamentos, mas favorecer o reencontro com o próprio ritmo. A autorregulação energética, aliada a práticas de cuidado como hábitos saudáveis e escuta ativa, permite restaurar a harmonia do sistema. Em seus atendimentos, a Dra. Miria relata transformações significativas: crianças não verbais que passam a se expressar de novas formas, vínculos familiares que se tornam mais afetuosos e sintomas físicos que reduzem conforme o campo vital se equilibra.
Essa proposta não exclui outras terapias, como fonoaudiologia ou integração sensorial, mas amplia o entendimento do que é “tratar”. Para cuidar de alguém com TEA, é necessário ir além da conduta técnica: é preciso compreender o contexto, acolher emoções, respeitar ritmos e escutar o que não é dito. Muitas vezes, os pais também chegam fragilizados, carregando culpas, medos e uma busca incessante por soluções. A medicina integrativa considera esse todo e propõe caminhos de reconexão — com o filho, com a família, com a própria saúde emocional.
Fala-se muito em inclusão, mas raramente se discute o que ela exige de nós. Incluir não é apenas garantir presença física em ambientes sociais ou escolares. É oferecer espaço real para que cada um se manifeste como é. A BioFAO parte do princípio de que todos têm um potencial único a ser desenvolvido — inclusive as pessoas com autismo. Ao fortalecer o campo vital, promovem-se condições para que habilidades se revelem, vínculos se aprofundem e crises diminuam.
Com isso, entendemos que o TEA não deve ser visto apenas como condição médica. É um fenômeno que nos desafia a ampliar o olhar sobre o humano. Ele nos ensina a desacelerar, a respeitar o silêncio, a perceber outras formas de comunicar e amar. Tratar o autismo, sob essa perspectiva, é abrir caminhos para o florescimento do ser — com dignidade, autonomia e pertencimento.
Ao unir ciência, energia e afeto, a Medicina BioFAO reafirma seu compromisso com uma abordagem que acolhe o invisível para transformar o visível. Uma medicina do futuro, que respeita a essência e valoriza cada trajetória. Afinal, curar não é corrigir o outro — é ajudá-lo a se reconectar com quem ele já é.
Para aprofundar essa perspectiva e conhecer histórias reais de transformação, convidamos você a assistir à entrevista completa da Dra. Miria de Amorim com o jornalista Fernando Beteti. Nela, você vai entender como o alinhamento energético pode ser um divisor de águas no cuidado com pessoas autistas — e por que essa abordagem integrativa tem tocado tantas famílias. Clique no vídeo abaixo e permita-se enxergar o autismo sob uma nova perspectiva.