Entre a dor e o propósito: a jornada integrativa na medicina veterinária

A trajetória da Dra. Angela Brunet, Médica Veterinária BioFAO, revela mais do que uma carreira construída ao longo de anos de estudo e prática; expressa um caminho de transformação que ressignifica o próprio sentido da medicina. Formada pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, sua atuação percorreu diferentes especialidades até encontrar, na oncologia, um campo de aprofundamento. A virada decisiva, no entanto, nasce de uma experiência íntima: a doença de sua própria cadela. Diante da limitação dos recursos disponíveis e da impotência frente ao sofrimento, surge uma inquietação que a impulsiona a buscar respostas além do modelo tradicional.

Sua prática começa, então, a se expandir para além da lógica puramente medicamentosa. A oncologia integrativa passa a fazer sentido como uma forma mais coerente de compreender o adoecimento. Ao observar animais acometidos por múltiplas condições, torna-se evidente que a doença não pode ser explicada por uma única causa, nem resolvida por uma única intervenção. O olhar clínico se volta para os processos, para as origens e para as conexões invisíveis que sustentam o quadro físico.

Esse aprofundamento conduz a Dra. Angela a explorar abordagens ligadas à biofísica e à comunicação energética do organismo. Terapias como biorressonância e terapia neural ampliam sua percepção clínica, especialmente ao evidenciarem a relação entre o animal e seu ambiente, incluindo seus tutores. A noção de campo passa a ser vivenciada no cotidiano, revelando que o sintoma muitas vezes expressa dinâmicas que ultrapassam o corpo físico e envolvem vínculos e experiências compartilhadas.

Ao entrar em contato com a Metodologia BioFAO, encontra uma estrutura capaz de integrar tudo aquilo que já vinha construindo ao longo de sua trajetória. O que antes parecia fragmentado passa a fazer sentido dentro de uma lógica organizada, em que corpo, emoção e consciência são considerados de forma indissociável. O cuidado se amplia, deixando de focar apenas na doença para alcançar o indivíduo em sua totalidade, promovendo não só melhora clínica, mas também transformação no modo como o processo de adoecer é compreendido.

Essa mudança impacta diretamente a relação com os pacientes e seus tutores. A Dra. Angela passa a reconhecer o vínculo afetivo como parte essencial do tratamento, compreendendo que muitas manifestações clínicas refletem também aspectos emocionais e vivências do ambiente familiar. Com isso, o atendimento ganha profundidade, permitindo não apenas estabilizar quadros complexos, mas restaurar conexões e trazer mais qualidade de vida para todos os envolvidos.

Ao falar sobre cura, a Dra. Angela propõe um olhar que ultrapassa a ausência de sintomas. Para ela, curar é ampliar a consciência, é promover um encontro do ser consigo mesmo. A doença deixa de ser o centro e passa a ser um sinalizador de algo maior, convidando à transformação. Essa visão resgata o propósito da medicina como um caminho de reconexão, no qual o cuidado vai além do corpo físico e alcança dimensões mais profundas da existência.

Assista abaixo à entrevista completa com a Dra. Angela Brunet e aprofunde-se nesse novo olhar sobre a medicina, o cuidado e a verdadeira essência da cura.

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